← Back

Segurança nacional pode ser privada?

O presidente norte-americano tem afirmado com frequência que os hackers são uma das principais ameaças à segurança econômica e nacional dos Estados Unidos. “No âmbito do país e do governo não estamos prontos para lidar em grande escala com este problema” – disse Barack Obama.

E o que acontece nos outros países, se o país principal da civilização ocidental, que presta muita atenção ao desenvolvimento de tecnologias de informação, considera que o terrorismo cibernético é o maior problema?

Na verdade Barack Obama anunciou oficialmente junto com essa sua afirmação que a era eletrônica já começou e o confronto entre os estados tecnologicamente avançados e os inimigos invisíveis e praticamente invulneráveis começou também.

Não existem fronteiras para os terroristas cibernéticos. Eles facilmente penetram qualquer objeto em qualquer país onde haja conexão à rede global de informação - a Internet. Hackers representam uma ameaça não apenas para os usuários comuns mas também para a segurança da maioria dos países desenvolvidos.

Isso acontece em todos os países do mundo, sem exceção. Os principais sites de mídia, sistemas de informação, órgãos públicos, políticos e membros de ordens religiosas, empresários e informações privadas de pessoas famosas têm sido repetidamente atacados por hackers na América, Europa e no Oriente Médio.

Não só a mídia e pessoas VIP mas também todo e qualquer arsenal de armas (mísseis nucleares, aviões, artilharia e carros de combate) são impotentes perante as armas virtuais, vírus de computador e vários spyware.

Os últimos modelos do equipamento militar podem ser destruídos, por exemplo, pelos falsos comandos embutidos por hackers em painéis eletrônicos ou chips, responsáveis pela gestão de uma arma mortal.

Os centros de aviso de ameaça cibernética já foram criados nos Estados Unidos, Israel, Europa Ocidental e Rússia para escapar de ameaças digitais.

Mas os países lutam com hackers com um sucesso variável. Eles ainda não conseguiram garantir a proteção eletrônica integrada e eficaz contra os terroristas cibernéticos. Relatos da mídia informam regularmente sobre as tentativas de hackear os sistemas informáticos dos principais canais de TV ocidentais, jornais, portais de notícias, instituições financeiras e militares e órgãos de defesa.

Por causa disso pode parecer que as perspectivas de centros nacionais de segurança eletrônica não são muito convincentes. Afinal, não é segredo que o calcanhar de Aquiles do mundo moderno é a falta da criptografia confiável e dos dispositivos criptográficos para garantir segurança da informação.

Serão necessários muitos anos para que os órgãos públicos preencham esta lacuna. Os peritos sabem que o desenvolvimento da segurança da informação está diretamente ligado ao software usado em equipamentos eletrônicos. Os fabricantes muitas vezes inserem "bugs" nos chips que não podem ser fabricados no país e são adquiridos no exterior. Se os hackers não os usam, eles servem os interesses dos estados onde são criados.

Por mais estranho que pareça, mesmo nessa situação de desespero há chance de lidar com o desafio do tempo com sucesso e derrotar qualquer hacker utilizando os desenvolvimentos no campo de sistemas de segurança da informação que já existem, mas ainda não foram implementados em grande escala.

O fato é que os padrões obsoletos de certificação do estado e implementação de desenvolvimentos criptográficos, bem como as restrições e proibições ao uso de algoritmos das empresas privadas atam as mãos na luta com o inimigo que usa o spyware mais avançado.

O que podemos fazer neste caso?

Observe que a experiência dos americanos na indústria espacial, que tem importância estratégica para o Estado, mostra que a cooperação com as empresas privadas pode levar a uma solução rápida, eficiente e econômica de tarefas de qualquer complexidade, até a continuação do programa espacial nacional estratégica.

A propósito, este exemplo também é essencial porque ele lembra do assunto mencionado acima. Por alguma razão, a NASA não pode continuar com o programa nacional pilotado pelos seus próprios meios e é forçado a alugar a tecnologia espacial russa e, assim, apoiar a indústria russa. Eles vão resolver as tarefas táticas atuais com sucesso só se eles permitirem o lançamento das naves espaciais particulares, que pertencem a empresas americanas. Nesse caso, eles serão capazes de se concentrar em tarefas estratégicas importantes, tais como a preparação de voos pilotados a outros planetas.

Uma situação semelhante pode acontecer hoje no campo de segurança da informação de qualquer país. Por exemplo, os desenvolvimentos da "Anсort" para proteger a informação por meios criptográficos estão muito à frente das tecnologias similares disponíveis nos Estados Unidos e na Europa. Além disso, eles não existem apenas em teoria, mas são umas amostras de produtos que funcionam. No ano passado a empresa Ancort apresentou o mais recente sistema de segurança da informação para telefones celulares nas maiores feiras mundiais de equipamentos informáticos e armas.

De acordo com os especialistas, esse produto é superior a todos os desenvolvimentos que atualmente existem. Ele é conhecido como "o matador de hackers" no mundo ocidental, e as pessoas em muitos países do mundo inteiro querem comprá-lo. A única questão é se esse desenvolvimento exclusivo russo será exigido nos órgãos públicos ou não.

No início do milênio a Ancort foi um pioneiro na cooperação entre as empresas privadas e os maiores órgãos públicos. Quando foi descoberto um crime sem precedentes contra o Banco Central da Federação Russa (crime chamado "Avisos de Pagamento Falsos"), o maior e mais bem-sucedido ataque de hackers ao sistema bancário de um país na história do mundo, o nosso desenvolvimento forneceu a segurança financeira do Banco Central da Rússia no mais curto prazo possível.

Há mais de 20 anos o nosso sistema tem operado com sucesso. Os sistemas criptográficos da Ancort têm sido utilizados no Banco Central da Federação Russa por duas décadas e os criminosos nunca foram capazes de hackeá-los! Há mais de 20 anos o Banco Central da Federação Russa tem usado um algoritmo privado de criptografia desenvolvido pela Ancort para proteger os pagamentos financeiros.

A Universidade Real de Tecnologia da Suécia, que trata da avaliação científica feita pelos especialistas e define os indicados ao Prêmio Nobel, realizou as pesquisas durante vários anos. A comissão liderada pelo Johan Håstad analisou o algoritmo criptográfico da nossa empresa e reconheceu que era impossível decifrá-lo durante a vida inteira do Universo, mesmo usando os computadores mais modernos e de alta velocidade.

Não vamos parar de falar sobre este assunto, já que sabemos que o nosso próprio desenvolvimento no campo de segurança da informação é superior ao Império dos hackers. Queremos que as pessoas do mundo todo o conheçam e sejam capazes de combater a ameaça do mundo eletrônico de forma eficaz.

A segurança da informação de qualquer país não pode ser apenas considerada uma prioridade do Estado ou apenas uma prioridade privada. Ela também afeta os interesses dos cidadãos comuns, empresários e funcionários públicos.

Cada um de nós é igualmente responsável pela Liberdade e pelo futuro do seu país e do mundo inteiro.